Controle patrimonial para indústrias: como lidar com ativos de alto giro

No ambiente industrial, o controle de grandes máquinas fixas costuma ser “fácil”: uma prensa hidráulica de 10 toneladas dificilmente sai do lugar sem que ninguém perceba.
O verdadeiro gargalo da gestão patrimonial na indústria reside nos ativos de alto giro e alta mobilidade: moldes, ferramentas especiais, instrumentos de medição e equipamentos de teste.
Esses itens são vitais para a produção, mas possuem pernas próprias. Eles circulam entre setores, vão para manutenção, são enviados para terceiros ou ficam guardados em armários pessoais de operadores.
O resultado da falta de controle patrimonial indústria nesses casos é clássico: a produção para porque uma ferramenta específica não foi encontrada, ou a empresa compra um ativo novo sem saber que já possuía dois idênticos “escondidos” no estoque.
Gerenciar essa complexidade exige sair da visão puramente contábil e entrar na dinâmica do chão de fábrica.
As especificidades dos ativos industriais de alto giro
Diferente do mobiliário de escritório, os ativos industriais sofrem desgaste acelerado, movimentação constante e, muitas vezes, são componentes de conjuntos maiores.
O que são ativos de alto giro no imobilizado?
Não estamos falando de matéria-prima ou estoque de venda. Estamos falando de itens do Ativo Imobilizado (Capex) que têm características peculiares:
- Moldes e matrizes: ativos caríssimos que muitas vezes ficam em poder de terceiros (fornecedores).
- Ferramental: chaves de impacto, parafusadeiras industriais e gabaritos.
- Instrumentação: equipamentos de metrologia que exigem calibração constante.
A CNI (Confederação Nacional da Indústria) aponta que a eficiência operacional está diretamente ligada à disponibilidade desses recursos. Se o ativo não está disponível, a máquina para.
Como controlar equipamentos móveis e evitar perdas
O desafio é rastrear o item que se move. A planilha estática não acompanha a velocidade da fábrica.
Tecnologia de identificação robusta
O ambiente industrial é hostil. Graxa, calor, vibração e produtos químicos destroem etiquetas de papel comuns. O controle exige o uso de plaquetas metálicas ou etiquetas de poliéster de alta resistência. Além disso, tecnologias como o RFID (Radiofrequência) são ideais para ferramentas, pois permitem a leitura sem contato visual e sujos de óleo.
Check-in e check-out (responsabilidade)
Para ativos compartilhados, é necessário implementar um sistema de cautela digital. O funcionário bipa o crachá e o ativo ao retirá-lo do almoxarifado. O sistema registra quem está com a ferramenta e cobra a devolução. Isso reduz drasticamente o “sumiço” de itens pequenos e de alto valor.
A interface vital com a manutenção de ativos
O controle patrimonial e a manutenção devem andar de mãos dadas. Um ativo que quebra e é descartado pela manutenção precisa ser baixado na contabilidade.
- Sincronização de dados: quando a manutenção de ativos condena um motor elétrico, essa informação deve fluir para o patrimônio para a baixa contábil. Caso contrário, a empresa continua pagando impostos e seguros sobre um motor que já virou sucata.
- Gestão de componentes: em indústrias pesadas, componentes rotativos (como grandes rolamentos ou eixos) são ativos por si só. O controle patrimonial deve rastrear esses itens mesmo quando eles são removidos da máquina principal para reforma, garantindo que o valor do ativo seja preservado.
Segundo a ABIMAQ (Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos), a gestão correta do ciclo de vida das máquinas é essencial para a competitividade do setor.
Redução de perdas operacionais e financeiras
Um controle patrimonial indústria eficiente ataca diretamente o desperdício de dinheiro.
Evitando a compra desnecessária
É comum encontrar indústrias que compram moldes ou ferramentas novas simplesmente porque não conseguiram localizar as antigas a tempo. Com um inventário organizado e um sistema de localização, esse custo é eliminado.
Gestão de ativos em poder de terceiros
Muitas indústrias enviam seus moldes para fornecedores de injeção plástica. Sem controle, esses moldes se deterioram ou somem. A gestão patrimonial inclui a auditoria física desses bens nas instalações dos parceiros, garantindo a propriedade e a conservação do bem.
Tenha melhor controle patrimonial na sua empresa
Na indústria, tempo é produção. O controle patrimonial de ativos de alto giro não serve apenas para satisfazer o contador ou o auditor; ele serve para garantir que a operação não pare por falta de recursos.
Saber exatamente quais ferramentas, moldes e equipamentos a empresa possui, onde eles estão e em que estado de conservação se encontram é um diferencial competitivo. Isso evita compras duplicadas, otimiza a manutenção e garante que o balanço patrimonial reflita a realidade do chão de fábrica.
A gestão desses ativos complexos exige metodologia e tecnologia específica para a indústria. Tentar controlar ativos móveis com as mesmas regras de ativos fixos é um erro.
Sua indústria sofre com o desaparecimento de ferramentas ou descontrole de moldes? Conheça as soluções de Controle Patrimonial da RRK e leve a eficiência da sua linha de produção também para a gestão dos seus ativos.



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