Gestão de ativos para empresas de construção civil: quais são os principais desafios

O canteiro de obras é, por natureza, um ambiente dinâmico e, muitas vezes, caótico. Máquinas pesadas operam sob sol e chuva, ferramentas circulam entre diferentes equipes e equipamentos são transferidos de uma obra para outra da noite para o dia.
Nesse cenário, a pergunta que muitos gestores financeiros se fazem é: “onde estão nossos ativos e quanto eles realmente valem hoje?”.
A gestão de ativos para empresas de construção civil é infinitamente mais complexa do que em um escritório ou fábrica. A mobilidade dos bens torna o controle tradicional obsoleto.
Sem um rastreamento eficiente, construtoras enfrentam o desaparecimento silencioso de ferramentas, pagam impostos sobre máquinas que já viraram sucata e perdem dinheiro ao não calcular corretamente a depreciação acelerada de equipamentos que trabalham em regime severo.
Este artigo não é sobre cronograma de obra, é proteger o capital investido em equipamentos.
O desafio da mobilidade: onde está o equipamento?
Diferente de uma indústria, onde o torno CNC fica parafusado no chão por 20 anos, na construção civil os ativos têm pernas.
A transferência entre centros de custo
Um rompedor hidráulico pode começar o mês na Obra A, passar duas semanas na Obra B e terminar no pátio de manutenção. Sem um processo rígido de ativos em campo, a contabilidade perde o rastro. O resultado? A Obra A continua pagando o “aluguel” interno do equipamento que já está na Obra B, distorcendo o custo real de cada projeto.
A solução via tecnologia (rastreamento)
A planilha de Excel não suporta essa dinâmica. A solução exige tecnologias de identificação como RFID ou QR Codes robustos, capazes de suportar poeira e impacto. Ao realizar o “check-in” e “check-out” do ativo via coletor de dados, a empresa garante a rastreabilidade física e contábil, mitigando o risco de furtos e desvios.
Depreciação acelerada: o custo invisível do uso severo
Máquinas na construção civil não operam em condições normais de temperatura e pressão. Elas sofrem desgaste extremo.
- Turnos adicionais: muitas obras operam em 2 ou 3 turnos para cumprir prazos.
- Ambiente agressivo: abrasão, impacto e intempéries reduzem a vida útil do bem.
Se a sua empresa utiliza a taxa de depreciação padrão da Receita Federal (ex: 10% ao ano para máquinas), ela pode estar cometendo um erro fiscal e gerencial. Um trator que opera 16 horas por dia deprecia muito mais rápido.
Utilizar laudos técnicos para comprovar a depreciação acelerada permite que a empresa lance uma despesa maior no balanço, reduzindo legalmente a base de cálculo do IRPJ e da CSLL. Segundo dados da Sobratema (Associação Brasileira de Tecnologia para Construção e Mineração), o custo horário correto do equipamento é vital para a competitividade da construtora.
Equipamentos compartilhados e a gestão de obras
Como ratear o custo de um guindaste que atende três torres do mesmo empreendimento ou até obras vizinhas?
Rateio por horas trabalhadas
O controle patrimonial eficiente fornece dados para que o setor de gestão de obras faça o rateio justo. Com base no horímetro ou nos registros de movimentação, é possível alocar o custo de depreciação e manutenção proporcionalmente a cada centro de custo.
Isso impede que uma obra pareça “lucrativa demais” apenas porque não está pagando pelo uso do capital (máquinas) da empresa.
Inventário e auditoria no canteiro: missão possível?
Realizar contagens físicas em um canteiro ativo é difícil, mas ignorá-las é perigoso.
- Ferramentas de pequeno porte: furadeiras, lixadeiras e níveis a laser são os itens mais visados para furtos. Sem inventários rotativos, a empresa só percebe a perda quando precisa usar o item.
- Sucata vs. ativo: é comum encontrar máquinas “encostadas” no fundo do canteiro. Elas ocupam espaço e geram custos. Um laudo técnico pode classificar esses itens como sucata para baixa contábil e venda, gerando caixa imediato e limpando o balanço.
A CBIC (Câmara Brasileira da Indústria da Construção) reforça constantemente a necessidade de formalização e controle para aumentar a produtividade do setor, que ainda sofre com altos índices de desperdício.
Como a RRK resolve a gestão de ativos em obras
A RRK Soluções Patrimoniais entende que o engenheiro na obra está focado em concretar a laje, não em contar patrimônio. Por isso, oferecemos uma solução completa:
- Emplacamento robusto: etiquetas preparadas para ambientes hostis.
- Inventário em campo: equipes especializadas que vão até a obra.
- Laudos de avaliação: para seguros, financiamentos e ajuste de vida útil (depreciação).
- Saneamento contábil: cruzamos o que está na obra com o que está no escritório.
Otimize a gestão de ativos nas obras
Na construção civil, o lucro mora nos detalhes. Deixar o controle dos seus ativos em segundo plano é aceitar que parte do seu investimento vai desaparecer, seja por depreciação mal calculada, seja por desvios físicos.
Implementar uma gestão de ativos para empresas de construção civil profissional não é burocracia, é proteção de margem. É garantir que cada máquina, veículo e ferramenta esteja produzindo valor para a obra, e não gerando despesa oculta.
Sua construtora sabe onde estão todos os equipamentos agora? Não espere o fim da obra para descobrir o prejuízo. Conheça as soluções de Controle Patrimonial da RRK e tenha total domínio sobre o seu canteiro.



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