Como evitar ajustes contábeis de última hora no fechamento do exercício

Como evitar ajustes contábeis de última hora no fechamento do exercício

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É o pesadelo de todo departamento financeiro: faltam poucos dias para o encerramento do exercício fiscal, a auditoria está agendada, e de repente surgem discrepâncias milionárias entre o relatório do sistema (ERP) e a realidade física dos ativos. Começa então a maratona de ajustes contábeis ativos de última hora, correções manuais, estornos de depreciação e baixas emergenciais feitas sob pressão.

Esses ajustes de “boca do caixa” não são apenas estressantes; eles são perigosos. Para auditores e investidores, um balanço que sofre muitas correções no apagar das luzes é um sinal claro de fragilidade nos controles internos. Além disso, a pressa aumenta drasticamente o risco de erros tributários, expondo a empresa a multas.

A boa notícia é que esse cenário não é uma fatalidade, mas uma falha de processo que pode ser corrigida. Neste artigo, explicamos como transformar o fechamento contábil de um evento traumático em uma mera formalidade, utilizando a antecipação e o controle patrimonial contínuo.

 

Onde surgem os ajustes de última hora?

Os ajustes emergenciais raramente são culpa da matemática; eles são culpa da divergência física. As principais fontes de erros patrimoniais que explodem em dezembro são:

 

1. O “Gap” de Informação entre Operação e Contabilidade

Durante o ano, a fábrica descartou cinco máquinas e comprou dez novas. A operação sabe disso, mas a informação não chegou à contabilidade (ou chegou incompleta). Chega dezembro, e o saldo contábil não bate com o inventário. O ajuste necessário para corrigir um ano inteiro de movimentação não registrada é gigantesco.

2. Ativação de Obras em Andamento (Imobilizado em Curso)

Muitas empresas acumulam custos em contas transitórias de “Obras em Andamento”. Se esses custos não são transferidos para o ativo definitivo no momento certo, a depreciação não começa a rodar. Ajustar a depreciação retroativa de uma obra que ficou pronta em março, mas só foi ativada no sistema em dezembro, gera um impacto enorme no resultado do exercício.

 

O custo oculto da correção tardia

Deixar para corrigir tudo no final tem um preço alto:

  • Risco de Auditoria: ajustes manuais excessivos (Journal Entries) são o primeiro alvo de verificação dos auditores, pois são vetores comuns de fraude ou manipulação de resultados.
  • Retrabalho Tributário: se o ajuste afeta a depreciação, ele altera o lucro tributável. Isso pode exigir a retificação de obrigações acessórias já entregues, gerando custos administrativos.

Conforme o CPC 23 (Políticas Contábeis, Mudança de Estimativa e Retificação de Erro), a correção de erros materiais de períodos anteriores exige reapresentação retrospectiva, o que é extremamente trabalhoso e desgastante para a imagem da empresa. Você pode consultar a norma completa no site do CPC.

 

Como antecipar problemas e eliminar a pressa

A solução para evitar o caos é diluir o esforço ao longo do ano. O controle patrimonial não deve ser um evento anual, mas um processo contínuo.

 

Implemente a conciliação patrimonial trimestral

Em vez de esperar o inventário anual, realize conciliações de ativos imobilizados parciais a cada trimestre. Verifique as notas fiscais de entrada, as baixas solicitadas pela manutenção e as transferências entre centros de custo. Isso permite corrigir pequenos desvios (“micro-ajustes”) ao longo do ano, mantendo o saldo sempre próximo da realidade.

 

Defina procedimentos de “Cut-Off” claros

Estabeleça datas limites rígidas para a entrada de notas fiscais e movimentações de ativos antes do fechamento. Comunique essas datas à operação e à logística. Isso evita que ativos cheguem fisicamente na empresa no dia 30 de dezembro sem tempo hábil para classificação e ativação correta.

 

O papel do controle patrimonial profissional

Muitas vezes, a equipe interna de contabilidade está sobrecarregada com rotinas fiscais e não consegue ir a campo verificar os bens. É aqui que uma consultoria especializada faz a diferença.

Terceirizar o inventário e a conciliação garante:

  1. Imparcialidade: o dado levantado é isento.
  2. Tecnologia: uso de softwares de rastreamento que a empresa talvez não possua.
  3. Laudos Técnicos: suporte de engenharia para justificar ajustes de vida útil ou baixa por obsolescência, blindando a empresa de questionamentos fiscais.

 

Evite ajustes contábeis

Os ajustes contábeis ativos de última hora são um sintoma, não a causa. Eles indicam que o fluxo de informações entre o mundo físico (seus bens) e o mundo contábil (seus livros) está quebrado.

Evitar esse estresse exige mudança de cultura: sair da postura reativa (esperar o problema aparecer no balancete) para a postura preventiva (monitorar o patrimônio continuamente). O resultado é um fechamento de ano tranquilo, um balanço confiável e uma auditoria sem surpresas.

Não deixe para descobrir os erros em dezembro. A RRK Soluções Patrimoniais ajuda sua empresa a implementar rotinas de controle e conciliação que mantêm seu ativo imobilizado sempre pronto para o fechamento. Conheça nossas soluções de Controle Patrimonial e antecipe a organização do seu balanço.

 

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